Passei a tarde toda na Livraria Cultura. Consegui duas fotos e dois autógrafos. Um deles na capa do dvd Coração Selvagem, um dos meus filmes preferidos e outro no livro. A missão foi cumprida com êxito.
Mas nem tudo são flores… Deveria ter mantido o livro em casa, guardado, escondido, etc… O coloquei na mochila e saí de ferias. Estava super curioso. O livro de fato é bom. Foi uma pena te-lo esquecido em algum lugar do hotel…
A música possui um poder diferenciado.
Nem sempre é preciso entender seu significado para admirá-la de alguma forma.
O mesmo acontece nas artes plásticas, mas ainda sim, não como na música.
É muito comum gostar de alguma em que mal se entende o que está dizendo.
No cinema por exemplo, dificilmente vc é capaz de gostar de um filme,
se tiver a sensação de que não o entendeu.
Nesse ponto, a música ganha mais apreciadores do que em qualquer
outro tipo de arte.
E quando a letra está em português e não se entende absolutamente nada?
Ao pensar em escrever sobre esse assunto, elegi duas músicas de
significado de altíssima complexidade.
Primeira:
Fricote– Luiz Caldas Composição: Luiz Caldas E Paulinho Camafeu
Nega do cabelo duro
Que não gosta de pentear
Quando passa na baixa do tubo
O negão começa a gritar
Pega ela aí
pega ela aí
Pra que ?
Pra passar batom
De que cor?
De violeta
Na boca e na bochecha
Pra que?
Pra passar batom
De que cor?
De cor azul
Na boca e na porta do céu
E agora com vcs, a vencedora da medalha de ouro nessa categoria;
Feira Moderna – Beto Guedes
Composição: Beto Guedes e Fernando Brant
Tua cor é o que eles olham
Velha chaga
Teu sorriso é o que eles temem
Medo medo
Feira moderna, um convite sensual
Oh! telefonista, a palavra já morreu
Meu coração é novo
Meu coração é novo
E eu nem li o jornal
Nessa caverna o convite é sempre igual
Oh! telefonista se a distância já morreu
Independência ou morte
Descanse em berço forte
A paz na terra, amém
Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando
Esse foi um mês bastante agitado. A noticia da chegada do Lynch ao Brasil. O Batman agrediu a mãe, a irmã e colocou a culpa na esposa. A Xuxa vai até a Grécia EXCLUSIVAMENTE para oficializar seu casamento com o Luciano Szafir – a Sasha finalmente, poderá dizer que é fruto de uma união. O novo filme do Zé do Caixão em vias de estrear, “Encarnação do Demônio”, lançado pela produtora do Paulo Sacramento. O comediante Jerry Lewis, aos 82 anos foi detido por levar uma arma em sua bagagem. A seleção brasileira de basquete não vai disputar os jogos olímpicos. O fim da greve de funcionários da Infraero. Paleontólogos na Polônia revelaram fósseis do antecessor do Tiranossauro Rex. A InBev comprou mesmo a Budweiser. A lei seca não foi revogada. Pantanal no SBT. Os 40 anos da Veja. O ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic Lorem Ipsum foi encontrado e preso após mais de uma década foragido. Ingrid Betancourt foi libertada após seis anos como refém das Farc. O Palmeiras deve voltar ao esquema 4-4-2, o preferido do Luxemburgo, com a volta dos volantes Pierre e Léo Lima, recuperados de contusão.
Enfim, foram tantos acontecimentos. Gostaria que houvesse me sobrado mais tempo para comentá-los.
O Quintas dos Infernos fará uma pequena pausa durante o mês de agosto, retomando suas atividades no início de setembro. Aos que acompanharam minhas bobagens, obrigado pela leitura.
Informamos que para sua segurança, todos os comentários são gravados. Use esse recurso sem moderação. Afinal, sua opinião é muito importante para nós.
O Quintas dos Infernos, mais uma vez agradece a preferência.
Aos fãs de cinema e curiosos, o Museu de Arte Brasileira da FAAP apresenta, a partir de 10 de agosto, a exposição “O Cinema em Cartaz”. A mostra reúne cerca de trezentos cartazes de famosos ilustradores, que compõem parte da coleção da Faculdade de Comunicação e Marketing da Fundação.
A entrada é franca.
*Ritinha, obrigado pela dica. =)
Exposição: “O Cinema em Cartaz” Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP – Salão Cultural
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis Exposição: de 10 de Agosto a 16 de setembro de 2008 Horários de visitação: 3ª a 6ª feira, das 10h às 20h
Sábados, Domingos e Feriados: 13h às 17h Informações: (11) 3662-7198
Descobri recentemente o som da banda Los Alamos. Uma mistura de influências de Bob Dylan, Neil Young e afins. No site, não consegui ouvir todas as faixas, mas encontrei algumas coisas deles no YouTube.
Em 2005, foi nomeada banda revelação, segundo votos de leitores e críticos especializados da revista Rolling Stone na Argentina.
No ano passado, estiveram de passagem por aqui, acompanhando a lenda jamaicana, Lee “Scratch” Perry.
Marilyn Monroe? Errado. Elke Maravilha.
Fotografada por David Drew Zingg em 78.
Filha de pai russo e mãe alemã, Elke Maravilha é o nome artístico de Elke Giorgierena Grunnupp Evremides, nascida na Russia em São Petersburgo, 22 de fevereiro de 1945. Perseguidos por Stalin, seus pais resolveram imigrar para o Brasil quando tinha seis anos de idade.
A Folha de São Paulo na manhã de hoje, publicou a vinda de David Lynch ao Brasil para o lançamento de seu novo livro “Águas Profundas: Criatividade e Meditação”. Ele fala sobre as influências da prática da meditação transcendental aplicada a sua vida e obra.
Lynch conheceu essa prática em meados da década de 70, ao se aproximar do movimento espiritual criado pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Nos anos 60, o movimento se tornou popular, graças à divulgação de celebridades ligadas a ele, como os Beatles, Mia Farrow e Donovan.
O evento acontece no dia 7 de agosto, no teatro Eva Herz, na livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista às 15h.
David Lynch é um dos meus diretores preferidos e quem for até lá para prestigia-lo, certamente, irá me encontrar. =)
Abaixo, seu primeiro trabalho, o curta Six Men Getting Sick (1966). Na época, estudande de artes na Pennsylvania Academy of Fine Arts.
Comentário sobre o curta, retirado do dvd The Short Films of David Lynch (2002).
Embora exista uma definição científica sobre o assunto, cada um prefere defender e justificar o seu ciúme da maneira que lhe convém.
Segundo a psicologia, o ciúme é a linha divisória entre a imaginação, fantasia e da certeza vaga e imprecisa. É uma emoção humana bastante comum desde que não esteja associada ao quadro patológico.
O ciúme patológico é o grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamento do companheiro(a). O individuo é compelido à verificação compulsória de suas dúvidas e nos mais graves casos, as mesmas podem se transformar em delírios e obsessões com o tempo.
Parte do caos na vida de quem sofre por ciúmes é que mesmo as tentativas de aliviar seus sentimentos, não amenizam o mal estar da dúvida.
Nunca me considerei um cara ciumento, mas claro que tive meus momentos. Por algumas vezes assisti a minha razão escorrer pelo ralo, mas poucos foram os casos em que transformei em algo maior do que deveria ser. Acho tudo muito desgastante. O ciúme causa efeitos colaterais na saúde das pessoas.
Alguns dizem que quando bem dosado e aplicado, de preferência com humor ou com leve indiferença é considerado saudável. Daqueles que caracterizam ao amor e ao zelo, sem conotações de possessividade.
No fim das contas, ninguém está livre do ciúme. É possível imaginar a Eva contando as costelas de Adão, cada vez que o via com um sorriso diferente? Eu não duvido.
Na pesquisa sobre o assunto, encontrei três ótimas frases:
“O ciúme jamais está isento de uma ponta de inveja; freqüentemente essas duas paixões estão confundidas.” (Jean de La Bruyère)
“O que torna tão aguda a dor provocada pelo ciúme é que a vaidade não pode ajudar a suportá-lo.” (Stendhal)
“O amor bem-educado costuma deixar seu lugar para o ciúme, quando este se apresenta.” (Lope de Vega)
E como não poderia faltar, abaixo minha sequência preferida de ciúmes e dor de cotovelo. Tirada do filme Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000). =)
De Olhos Bem Fechados deixou a todos divididos. Alguns gostaram. Outros preferem lembrar do Kubrick por outros de seus filmes e claro, aqueles que simplesmente odiaram.
Há quem diga que a cidade não se parece com Nova Iorque. De fato não se parece mesmo, mas o que isso importa? Ou então, podem dizer que o mesmo Kubrick, quem dirigiu Dr Fantástico, Lolita e Laranja Mecânica, terminaria o filme na cena da máscara em cima da cama. Essas questões são pouco relevantes e não diminuem a grandiosidade da obra. Basta refletir sobre o que ele se propôs a fazer e sua complexidade.
Mesmo que no roteiro, não existisse a trama ao redor da festa misteriosa, ainda sim, seria um filme interessantíssimo, inquieto, impulsivo, provocador e que sem dúvidas, nos leva a muitos questionamentos.
Pode a monogamia subjugar o desejo? É possível trazer à tona as mais inconfessáveis fantasias e voltar depois para o abrigo seguro da vida conjugal?
O filme mexe com a cabeça de qualquer um. Vai direto ao ponto fraco. Pode abrir feridas, ou então, nos faz olhar de volta para aquelas que já cicatrizaram.
A cena do quarto, onde o casal (Cruise e Kidman) discute sobre a festa é denúncia do marasmo da vida que levam, da falta de comunicação, do machismo do marido e da incapacidade da mulher de reivindicar por mais afeto e pelo tipo de importância que gostaria de possuir.
Isso me faz concluir que é preciso de um pouco de ficção na vida. Realidade em excesso desgasta e empobrece talvez o que tenhamos de melhor a oferecer.
Título original:Eyes Wide Shut (1999) Diretor:Stanley Kubrick Roteiro: Arthur Schnitzler, Stanley Kubrick e Frederic Raphael Produtores:Brian W. Cook, Jan Harlan e Stanley Kubrick Fotografia:Larry Smith Direção de arte:John Fenner Música:György Ligeti, Franz Liszt e Dmitri Shostakovich Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Sydney Pollack, Todd Field, Julienne Davis
A época…
que não existiam cartões recarregáveis
que as fichas emperravam ou então, a máquina as engolia
e que não adiantava implorar por seu dinheiro de volta
A época…
onde todos os candidatos a malaco se reuniam
e estacionavam suas bicicletas na entrada
A época…
em que eram depositadas as primeiras bitucas
nos cinzeiros que ficavam bem ao lado dos controles
A época…
em que as meninas iam até padaria
vestidas com o uniforme de educação física do colégio
e na volta, paravam na porta do fliperama
e por ali ficavam apenas para chamar a atenção
principalmente, daqueles que eram os mais velhos
e que elas acreditavam ter algum tipo de experiência
A época…
em que as mães iam buscar suas crias aos tapas
perguntando aos berros se a escola havia mudado de endereço
comentaram algumas quintas